quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Vida e morte... E o aprendizado da frugalidade.

A vida, esta ardilosa, me fascina pela sua potencialidade e pela sua efemeridade.

Não são poucas as vezes que me encontro pensando sobre o que é a vida, qual o seu valor, seu sentido, o porquê da indisponibilidade do direito à ela.

Recentemente, porém, passei por uma situação limítrofe que me deixou um tanto estarrecida e perplexa com relação à fragilidade do ser humano frente às vicissitudes da vida.

Descobri, de forma inesperada, que um amigo possui uma doença rara, que, caso não tratada, leva à pior morte em 5 meses. (Para os curiosos, procurem no google por granulomatose de wegener.)

Chorei sim, vi-o muito mal antes da internação... medo de perder uma pessoa tão querida, medo da morte, medo de nossa vulnerabilidade.

Acho que não consigo lidar com essa única certeza da vida. Durante esse contratempo, porém, encontrei uma mensagem no facebook (anexada aqui) que me confortou um pouco.

É uma mensagem que sintetiza o caráter contraditório da vida, força positiva mais nobre que nos move, nos motiva, nos estimula, nos impulsiona e nos sensibiliza, mesmo que de maneira sutil.

Sim, sutileza é uma marca importante da vida, pois por enredar-se e permear todos os âmbitos do dia a dia, de modo, pode-se dizer, por vezes imperceptível, apenas somos capazes de valorar sua importância na ausência de suas manifestações fáticas.

É devido a isso que busco, cada dia mais, me integrar à natureza ao meu redor, me autoconhecer, definir claramente meus objetivos de vida e me melhorar como ser humano... levar uma vida mais frugal.

Longa jornada essa, não é!?! Mas, como traz Jack Kerouac em seu livro "On the road": "I wanted to take off (...) somewhere along the line the pearl would be handed to me".

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